Juno envia sua primeira imagem de Júpiter após manobra de inserção orbital. Será que há vida em Júpiter?
Passada a arriscada manobra de inserção orbital, a Juno voltou a
produzir imagens de Júpiter, agora já presa à gravidade do maior planeta
do Sistema Solar.
A JunoCam, câmera que opera em “luz visível”, ou seja, com
comprimentos de onda que podem ser enxergados pelo olho humano, foi
religada no último domingo (10), seis dias após a tensa manobra que
colocou a sonda da Nasa numa trajetória elíptica em torno de Júpiter.
A imagem, recém-divulgada pela agência espacial americana, foi feita a
cerca de 4,3 milhões de km, o que equivale a cerca de 11 vezes a
distância Terra-Lua. Por isso não vemos lá grandes detalhes. Mas o fato
de termos a foto é de bom agouro — sinal de que a câmera segue em pleno
funcionamento, depois de atravessar os poderosos cinturões de radiação
jovianos durante a inserção orbital. Na ocasião, a Juno passou a apenas
4.000 km da superfície visível de Júpiter.
A sonda está inserida numa órbita bastante alongada de 53 dias, de
modo que imagens de alta resolução, feitas durante a máxima aproximação,
são esperadas somente para o dia 27 de agosto. Mas a espera valerá a
pena.

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